O custo de vida na Austrália em 2026 fica em torno de AUD 3.378 por mês para uma pessoa sozinha — cerca de R$ 12.570 —, somando AUD 1.774 de aluguel de um apartamento de um quarto fora do centro e AUD 1.604 de despesas correntes (Numbeo, agosto de 2026). Para o visto de estudante, o governo australiano exige comprovar AUD 29.710 por ano de custo de vida. Em Sydney, a cidade mais cara do país, a conta sobe para cerca de AUD 4.299 por mês.
O custo de vida na Austrália é, junto com o visto, a primeira pergunta de quem cogita um intercâmbio, um working holiday visa ou uma mudança mais longa para o país. A resposta curta é: depende demais da cidade. Sydney e Melbourne concentram os aluguéis mais caros do país, enquanto Brisbane, Adelaide e Perth oferecem uma vida parecida por bem menos. Este guia detalha aluguel, supermercado, salário mínimo e seguro saúde — incluindo o OSHC, que pega muita gente de surpresa — com os números que fazem diferença na hora de decidir para onde ir e quanto levar de reserva.
Neste guia
- Quanto custa morar na Austrália: visão geral
- Aluguel: Sydney, Melbourne e as alternativas mais baratas
- Supermercado e alimentação
- Salário mínimo australiano em 2026
- Seguro saúde: OSHC e a cobertura para working holiday
- Vistos: working holiday e estudante
- Conectividade e outros gastos do dia a dia
- Erros comuns
- Perguntas frequentes
Quanto custa morar na Austrália: visão geral
A Austrália está entre os países de custo de vida mais alto para brasileiros, mas o salário mínimo local — um dos mais altos do mundo — compensa boa parte dessa diferença para quem consegue trabalhar no país. O maior gasto do orçamento é, de longe, a moradia, seguido por alimentação e, para quem está com visto de estudante, o seguro saúde obrigatório. Cidades como Sydney e Melbourne pesam bem mais no orçamento do que Brisbane, Adelaide ou Perth, então a escolha da cidade muda o cálculo inteiro.
Aluguel: Sydney, Melbourne e as alternativas mais baratas
Sydney e Melbourne lideram o ranking de aluguel, especialmente em bairros próximos ao centro. Em Sydney, um apartamento de um quarto perto do CBD (Central Business District) costuma variar entre AUD 2.000 e AUD 2.800 por mês, com o valor semanal de referência ficando entre AUD 700 e AUD 900. Em Melbourne, a faixa é parecida, entre AUD 1.800 e AUD 2.500 mensais no centro. Já em cidades como Brisbane, Adelaide e Perth, o mesmo tipo de imóvel costuma custar entre AUD 1.500 e AUD 2.200 — uma diferença que pode representar centenas de dólares por mês.
| Cidade | Aluguel médio mensal (1 quarto, próximo ao centro) |
|---|---|
| Sydney | AUD 2.000 – 2.800 |
| Melbourne | AUD 1.800 – 2.500 |
| Brisbane / Adelaide / Perth | AUD 1.500 – 2.200 |
Supermercado e alimentação
O gasto médio australiano com supermercado fica em torno de AUD 178 por semana por pessoa, o que dá aproximadamente AUD 712 por mês — mas também varia por região: quem mora em Nova Gales do Sul (onde fica Sydney) gasta em média AUD 226 semanais, enquanto Queensland e Austrália do Sul têm os menores custos médios, próximos de AUD 210 por semana. Um casal que compra de forma consciente, evitando desperdício e comprando em promoção, costuma conseguir manter o gasto entre AUD 400 e AUD 600 mensais.
Salário mínimo australiano em 2026
A partir de 1º de julho de 2026, o salário mínimo nacional da Austrália é de AUD 26,44 por hora, o equivalente a AUD 1.004,90 por semana considerando 38 horas — um dos maiores do mundo em valor absoluto. Para quem vai com working holiday visa, esse patamar salarial ajuda a equilibrar o orçamento: mesmo em trabalhos temporários (hospitalidade, colheita, comércio), o retorno em dólares australianos costuma superar bastante o que se ganharia no Brasil em funções parecidas.
Seguro saúde: OSHC e a cobertura para working holiday
Quem vai para a Austrália com visto de estudante (subclasse 500) precisa contratar o Overseas Student Health Cover (OSHC), seguro oficial detalhado pelo governo australiano, antes mesmo de enviar o pedido de visto — sem o comprovante, a aplicação não avança. O OSHC cobre hospitalização, consultas médicas, ambulância e remédios prescritos durante todo o período do curso, e o custo anual gira entre AUD 624 e AUD 756, dependendo do provedor escolhido.
Já para quem vai com working holiday visa (subclasses 417 e 462), o seguro saúde não é exigido por lei da mesma forma que para estudantes, mas o governo australiano recomenda fortemente ter cobertura válida durante toda a estadia — hospitais particulares e mesmo alguns atendimentos de emergência podem gerar contas altas para quem não tem plano nenhum. A SafetyWing é uma opção usada por brasileiros com working holiday visa justamente por permitir contratação mês a mês, sem prender o viajante a um plano anual fechado — é um link de afiliado, e usá-lo não muda o valor que você paga. Quem está decidindo entre esse e outros destinos de férias-trabalho pode revisar o panorama completo em working holiday visa: países que aceitam brasileiros em 2026.
Vistos: working holiday e estudante
A Austrália libera 500 vagas por ano do working holiday visa (subclasse 462) para brasileiros de 18 a 30 anos, com pedidos abertos a partir de 1º de julho de cada ano e comprovação financeira mínima de AUD 5.000. Já quem vai estudar precisa do visto de estudante (subclasse 500), que exige, além do OSHC, carta de aceite de instituição registrada e comprovação de recursos suficientes para o período do curso. Os dois caminhos permitem trabalhar durante a estadia, mas com regras diferentes de carga horária e duração — vale confirmar os detalhes atualizados diretamente no site da imigração australiana antes de decidir.
Quem vai para a Austrália como parte de um intercâmbio mais longo — e não só o working holiday visa — também deve avaliar coberturas específicas para esse formato: o guia de seguro viagem para intercâmbio detalha as diferenças entre um seguro de férias comum e um plano pensado para estadias de meses.
Conectividade e outros gastos do dia a dia
Fora aluguel, supermercado e seguro, dois itens que entram na conta todo mês são celular e transporte. Um chip local ou eSIM australiano costuma sair mais barato do que manter o roaming da operadora brasileira ativo — vale comparar as opções em melhores eSIM e chip internacional para viagem antes de embarcar, já que ativar um plano antes de sair de casa evita ficar sem internet nos primeiros dias. Transporte público em Sydney e Melbourne funciona com cartões próprios (Opal e myki, respectivamente), com tarifa por viagem que varia conforme a distância e o horário — quem se desloca todo dia para trabalho ou estudo deve somar esse custo fixo ao orçamento mensal.
Erros comuns
O erro mais comum é planejar o orçamento olhando só para o aluguel de Sydney ou Melbourne, sem considerar que cidades como Brisbane, Adelaide ou Perth oferecem qualidade de vida parecida por um custo bem menor. Outro erro é subestimar o supermercado: a diferença regional de até 15% entre estados pode parecer pequena, mas soma ao longo dos meses. Estudantes também costumam deixar a contratação do OSHC para última hora, o que atrasa a aprovação do visto — o ideal é resolver esse passo antes mesmo de finalizar a matrícula. E quem vai com working holiday visa e decide “arriscar sem seguro” geralmente se arrepende no primeiro imprevisto de saúde, já que atendimentos particulares na Austrália não são baratos para quem não tem cobertura.
Leia também: custo de vida no exterior: comparativo de 9 destinos.
Perguntas frequentes
Quanto custa viver na Austrália por mês?
Varia muito por cidade: em Sydney e Melbourne, o aluguel de um quarto perto do centro já fica entre AUD 1.800 e AUD 2.800, além de cerca de AUD 700 mensais em supermercado. Em cidades como Brisbane, Adelaide e Perth, o custo é menor.
Qual o aluguel médio em Sydney e Melbourne?
Em Sydney, um apartamento de um quarto perto do centro custa entre AUD 2.000 e AUD 2.800 por mês. Em Melbourne, a faixa fica entre AUD 1.800 e AUD 2.500.
Qual o salário mínimo na Austrália em 2026?
A partir de 1º de julho de 2026, o salário mínimo nacional é de AUD 26,44 por hora, ou AUD 1.004,90 por semana (38 horas).
O que é o OSHC e quem precisa contratar?
É o seguro de saúde obrigatório para quem vai à Austrália com visto de estudante (subclasse 500). Precisa estar contratado antes do pedido de visto, e custa entre AUD 624 e AUD 756 por ano, dependendo do provedor.
Preciso de seguro saúde com o working holiday visa?
Não é exigido por lei como no visto de estudante, mas o governo australiano recomenda fortemente ter cobertura durante toda a estadia, já que atendimentos médicos particulares podem ser caros.
Quantas vagas de working holiday visa a Austrália libera para brasileiros?
São 500 vagas por ano para candidatos de 18 a 30 anos, com pedidos abertos a partir de 1º de julho e comprovação financeira mínima de AUD 5.000.
Qual a cidade mais barata para morar na Austrália?
Entre as grandes cidades, Brisbane, Adelaide e Perth costumam ser mais em conta que Sydney e Melbourne, com aluguel de um quarto perto do centro entre AUD 1.500 e AUD 2.200.
Leia também: Salário mínimo na Austrália em 2026: quanto é por hora, por mês e o que sobra depois do imposto
Este conteúdo tem caráter informativo — valores de aluguel, supermercado e seguro mudam com frequência e variam por cidade e provedor. Confirme sempre com fontes atualizadas antes de planejar a mudança. Este artigo contém um link de afiliado; ao usar, você ajuda a manter o RumoGlobal no ar sem custo adicional para você.
Última atualização: agosto de 2026
Autoria: Rumo Global
Foto de destaque: Cesar G (Pexels)
Fonte oficial: Department of Home Affairs da Austrália.
