O working holiday visa é hoje uma das poucas formas de morar, trabalhar e viajar num país rico por até um ano sem precisar de contrato de trabalho fechado antes de embarcar — e o número de opções para brasileiros acabou de crescer. Em julho de 2026, Brasil e Japão assinaram o primeiro acordo bilateral de férias-trabalho entre os dois países, com entrada em vigor prevista para dezembro de 2026. Some-se a essa novidade os acordos que já funcionam com Alemanha, Austrália, Coreia do Sul, França e Nova Zelândia, e o mapa de destinos possíveis fica bem mais interessante para quem tem entre 18 e 30 anos. Neste guia você encontra os países que aceitam brasileiros, os requisitos de cada um, o passo a passo do pedido e os erros que mais derrubam candidatos.
Neste guia
- O que é o working holiday visa
- Países que aceitam brasileiros em 2026
- Austrália em detalhe: o visto 462
- O novo acordo com o Japão
- Como aplicar: passo a passo
- Requisitos comuns a quase todos os países
- O que o visto permite (e o que não permite)
- Erros comuns de quem aplica
- Perguntas frequentes
O que é o working holiday visa
Criado para incentivar intercâmbio cultural entre países parceiros, o visto de férias-trabalho permite que jovens viajem, estudem e também trabalhem de forma remunerada para complementar as despesas da viagem — sem que esse trabalho seja o objetivo principal da estadia. Ele é diferente de um visto de trabalho comum: não exige contrato fechado com empregador antes de embarcar, não amarra o titular a uma única vaga e costuma ter validade de 12 meses, contados a partir da entrada no país.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, os acordos vigentes do Brasil cobrem hoje Alemanha, Austrália, Coreia do Sul, França e Nova Zelândia — com o Japão entrando na lista a partir de dezembro de 2026. Cada país negocia seu próprio acordo, então idade mínima, número de vagas e regras de trabalho variam bastante de um destino para outro.
Países que aceitam brasileiros em 2026
A tabela abaixo resume o panorama atual. Os números de vagas e valores mudam com frequência — confirme sempre no site oficial do consulado do país antes de organizar a viagem.
| País | Idade | Duração | Observação |
|---|---|---|---|
| Austrália | 18 a 30 anos | 12 meses (renovável até 2x) | Visto 462; 500 vagas/ano; comprovação de AUD 5.000 |
| Nova Zelândia | 18 a 30 anos | 12 meses | Cota anual definida pelo governo neozelandês |
| Coreia do Sul | 18 a 30 anos | até 12 meses | Pedido feito no consulado sul-coreano no Brasil |
| Alemanha | 18 a 30 anos | até 12 meses | Trabalho permitido como complemento, não como fim principal |
| França | 18 a 30 anos | até 12 meses | Cota anual acordada entre os dois governos |
| Japão | 18 a 30 anos | até 12 meses | Novo acordo, entrada em vigor em dezembro de 2026 |
Vale um adendo: a Irlanda mantém um programa próprio de Working Holiday Authorisation aberto a diversas nacionalidades, com faixa etária que chega a 35 anos para alguns países. Antes de contar com essa rota, confirme diretamente com a embaixada da Irlanda se o Brasil está na lista de países elegíveis no momento do seu pedido — essa é uma informação que muda e não está confirmada de forma unificada nas fontes oficiais brasileiras.
Austrália em detalhe: o visto 462
A Austrália é hoje o destino mais procurado por brasileiros nessa categoria, então vale detalhar as regras do visto subclasse 462. São liberadas 500 vagas por ano para candidatos de 18 a 30 anos, e o pedido só pode ser feito a partir de 1º de julho de cada ano pelo site oficial da imigração australiana — como a cota é limitada, quem envia o pedido completo primeiro tem mais chance de conseguir uma das vagas.
Os requisitos incluem passaporte com validade mínima de seis meses, comprovação financeira de pelo menos AUD 5.000, exame de inglês válido (dependendo do caso) e certidão de antecedentes criminais. O visto permite trabalho sem restrição de empregador durante os 12 meses iniciais, e pode ser renovado até duas vezes — cada renovação exige entre 3 e 6 meses de trabalho em ocupações específicas designadas pelo governo, geralmente em áreas remotas do país.
O novo acordo com o Japão
O acordo Brasil-Japão foi formalizado por troca de notas em 24 de julho de 2026, em Brasília, e passa a valer a partir de 1º de dezembro de 2026. Jovens brasileiros e japoneses de 18 a 30 anos poderão solicitar o visto gratuitamente, para estadias de até 12 meses, com permissão para realizar trabalho auxiliar e cursos de idioma durante o período. É a primeira vez que o Japão abre esse tipo de programa para o Brasil, então os detalhes operacionais (documentação exigida, prazo de análise, cota anual) ainda devem ser publicados pelo consulado japonês nos meses que antecedem a entrada em vigor — vale acompanhar o canal oficial antes de planejar a viagem.
Como aplicar: passo a passo
O pedido de working holiday visa é sempre feito diretamente na representação diplomática ou consular do país de destino — não existe um portal único brasileiro que centralize os pedidos para todos os países. Na prática, o caminho costuma seguir esta ordem:
1) Confirmar no site oficial do consulado se ainda há vagas disponíveis para o ano corrente. 2) Reunir passaporte válido, comprovação financeira, seguro saúde (exigido por vários países) e, quando pedido, certidão de antecedentes criminais. 3) Preencher o formulário eletrônico do país e pagar a taxa consular, quando houver. 4) Aguardar a análise — o prazo varia de poucas semanas a alguns meses, dependendo do país e da época do ano. 5) Com o visto aprovado, comprar a passagem e organizar hospedagem para os primeiros dias.
Quem já pensa em ficar mais de 30 dias fora do Brasil deve avaliar seguro de saúde internacional voltado para longa permanência — bem diferente de um seguro viagem de férias de duas semanas. A SafetyWing é uma das opções mais usadas por quem viaja com working holiday visa justamente por cobrir estadias longas e permitir contratação mês a mês — é um link de afiliado, e usá-lo não muda o valor que você paga. Para quem prefere comparar outras seguradoras antes de decidir, o guia completo de seguro viagem traz o passo a passo de como escolher cobertura por tempo de estadia.
Requisitos comuns a quase todos os países
Apesar das diferenças, a maioria dos acordos de working holiday visa brasileiros compartilha alguns pontos: idade entre 18 e 30 anos na data do pedido (não na data da viagem), passaporte válido por pelo menos 6 meses além da data de entrada — vale conferir o prazo de emissão em como tirar o passaporte em 2026 antes de organizar o cronograma —, comprovação de recursos financeiros suficientes para os primeiros meses, ausência de filhos ou dependentes que acompanhem a viagem, e, em geral, a exigência de que essa seja a primeira vez que o candidato usa esse tipo de visto para aquele país específico — a maioria não permite renovação além do previsto em cada acordo.
O que o visto permite (e o que não permite)
O trabalho autorizado é sempre tratado como complemento da viagem, não como o objetivo principal — por isso a maioria dos países limita o tempo que se pode trabalhar para um único empregador (na Austrália, por exemplo, esse limite não existe mais na prática, mas outros países mantêm regras de até 6 meses por empregador). Estudo também costuma ser permitido, geralmente com limite de meses por curso. O que o visto não permite, em praticamente todos os acordos, é trazer dependentes para morar no país durante o período, nem estender a estadia além do prazo definido — ao final dos 12 meses (ou da renovação, quando aplicável), é preciso deixar o país ou migrar para outra categoria de visto.
Erros comuns de quem aplica
O erro mais caro é esperar a cota abrir e só então começar a reunir documentos — em países com vagas limitadas, como a Austrália, isso pode significar perder a janela do ano todo. Outro erro é subestimar a comprovação financeira: os valores mínimos existem para provar que o candidato não vai depender de assistência social no país de destino, e apresentar um extrato “no limite” pode gerar recusa. Ignorar o seguro saúde também é arriscado — vários países pedem comprovante de cobertura médica válida por todo o período como parte do processo, não apenas como recomendação. E por fim, tratar a idade limite com folga: como a maioria dos programas considera a idade no momento do pedido, deixar para aplicar perto de completar 31 anos é o tipo de decisão que fecha a porta de vez.
Para quem está decidindo entre destinos, vale comparar também o visto de nômade digital nos melhores países para 2026 — uma alternativa para quem já tem renda própria e não depende de trabalho local.
Perguntas frequentes
Quais países aceitam brasileiros no working holiday visa em 2026?
Atualmente Alemanha, Austrália, Coreia do Sul, França e Nova Zelândia têm acordos vigentes com o Brasil, segundo o Ministério das Relações Exteriores. O Japão entra na lista a partir de dezembro de 2026.
Qual a idade mínima e máxima para o working holiday visa?
A maioria dos acordos aceita candidatos de 18 a 30 anos completos na data do pedido, não na data da viagem.
O working holiday visa permite trabalhar em qualquer emprego?
Em geral sim, mas alguns países limitam o tempo de trabalho para um único empregador (frequentemente até 6 meses). O trabalho é tratado como complemento da viagem, não como o motivo principal do visto.
Preciso de seguro saúde para o working holiday visa?
Vários países exigem comprovação de seguro saúde válido durante toda a estadia como parte da documentação do pedido. Mesmo quando não é obrigatório, é fortemente recomendado para estadias de 12 meses.
Quantas vagas a Austrália libera por ano para brasileiros?
São 500 vagas por ano para o visto subclasse 462, liberadas a partir de 1º de julho. Como a cota é limitada, pedidos completos enviados logo na abertura têm mais chance de aprovação.
É possível renovar o working holiday visa?
Depende do país. A Austrália permite até duas renovações, cada uma condicionada a um período de trabalho em ocupações designadas em áreas remotas. Outros acordos não preveem renovação.
Como funciona o novo acordo entre Brasil e Japão?
Foi assinado em julho de 2026 e passa a valer em dezembro de 2026, para jovens de 18 a 30 anos, com visto gratuito, estadia de até 12 meses e permissão para trabalho auxiliar e cursos de idioma.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta às fontes oficiais de cada país antes da viagem — vagas, idade mínima e regras de cada acordo de working holiday mudam com frequência. Este artigo contém um link de afiliado; ao usar, você ajuda a manter o RumoGlobal no ar sem custo adicional para você.
Última atualização: agosto de 2026
Autoria: Rumo Global
Foto de destaque: MART PRODUCTION (Pexels)
