Levar o cachorro para a Europa é totalmente possível em 2026, mas o processo mudou — e mudou justamente na parte que mais atrasa a viagem. Desde abril deste ano, o prazo entre a coleta da sorologia antirrábica e a emissão do certificado voltou a ser de 90 dias; desde 1º de junho, o pedido do CVI só pode ser feito por um médico-veterinário. Na prática, isso significa que o planejamento realista começa entre quatro e cinco meses antes do embarque, seja você turista ou alguém se mudando de vez.
Este guia separa as duas situações — viagem a turismo e mudança definitiva — porque a burocracia de saída do Brasil é a mesma, mas o que acontece depois da chegada é completamente diferente.
⏱ Resumo rápido: microchip → vacina antirrábica → esperar 30 dias → coleta de sangue para sorologia → esperar 90 dias → atestado de saúde → CVI emitido pelo MAPA (válido por 10 dias). Comece 120 dias antes, no mínimo.
Vale também para gatos. As exigências sanitárias da União Europeia são idênticas para cães e gatos — microchip, vacina antirrábica, sorologia e CVI. A única diferença aparece no tratamento antiparasitário exigido por alguns países, que se aplica só a cães. Onde houver distinção, ela está indicada ao longo do texto. Os destinos cobertos são os 27 países da UE, mais Noruega e Suíça, que aplicam as mesmas regras.
Neste guia
- O que mudou nas regras em 2026
- Turismo ou mudança: o que realmente muda
- Os requisitos obrigatórios para entrar na União Europeia
- Cronograma passo a passo (com prazos reais)
- Como funciona a emissão do CVI
- Cabine, porão ou carga: como o cachorro voa
- Quanto custa levar um cachorro para a Europa
- A chegada: ponto de entrada e controle veterinário
- Se você vai morar: o que fazer depois de chegar
- Se é turismo: como voltar ao Brasil com o pet
- Erros que fazem perder meses de planejamento
- E o seu seguro viagem?
- Perguntas frequentes
O que mudou nas regras em 2026
Três mudanças entraram em vigor em 2026 e alteram o planejamento de quem viaja com cão ou gato para a União Europeia. A mais impactante é o retorno do prazo de 90 dias entre a coleta de sangue da sorologia antirrábica e a emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI). As outras duas envolvem quem pode pedir o certificado e uma nova classificação da viagem.
1. O prazo de 90 dias voltou
Segundo o documento de requisitos do MAPA para a União Europeia atualizado em maio de 2026, é necessário aguardar 90 dias entre a data da coleta do sangue e a data de emissão do CVI. Atenção a um detalhe: o próprio documento oficial cita, em pontos diferentes, as datas de 23 de abril e 23 de maio de 2026 como marco inicial da nova regra. Se a sua coleta foi feita nesse intervalo, confirme com o Vigiagro antes de comprar passagem.
2. Só veterinário pode solicitar o CVI
Desde 1º de junho de 2026, a solicitação do certificado para a União Europeia passou a ser feita exclusivamente por médicos-veterinários, como já acontecia com Japão, Estados Unidos e Grã-Bretanha. O tutor não abre mais o pedido sozinho — o que reforça a importância de escolher cedo um veterinário que já tenha feito o processo.
3. Nasceu a diferença entre CVI comercial e não comercial
A União Europeia passou a distinguir dois tipos de movimentação, e a regra que separa uma da outra é a regra dos 5 dias:
| Situação | Certificado | Como o animal viaja |
|---|---|---|
| Animal viaja com o tutor, ou com pessoa autorizada, e o tutor se desloca em até 5 dias antes ou depois | CVI-SVC (sem valor comercial) | Cabine ou porão, conforme a companhia |
| Animal viaja desacompanhado, ou com pessoa autorizada fora da janela de 5 dias | CVI-CVC (com valor comercial) | Obrigatoriamente como carga aérea, com AWB e fiscalização no Posto de Controlo Fronteiriço |
Pedir o modelo errado pode custar a entrada do animal no país de destino — e a responsabilidade pela informação, segundo o MAPA, é de quem solicita.
Turismo ou mudança: o que realmente muda
A preparação sanitária para sair do Brasil é idêntica nos dois casos: microchip, vacina, sorologia e CVI. A diferença aparece na chegada e no que vem depois. Quem viaja a turismo precisa pensar na volta; quem se muda precisa registrar o animal no país de destino e cumprir regras locais.
| Turismo (semanas) | Mudança (permanente) | |
|---|---|---|
| Preparação no Brasil | Idêntica: microchip, vacina, sorologia, CVI | Idêntica |
| Registro local | Não se aplica | Obrigatório em Portugal se a permanência for de 120 dias ou mais |
| Documento para circular na UE | O próprio CVI | Vale pedir o Passaporte de Animal de Companhia a um veterinário local |
| Retorno ao Brasil | Precisa ser planejado antes de sair | Só se um dia voltar |
| Modo de transporte | Geralmente cabine ou porão, com o tutor | Pode envolver carga aérea se a mudança for em etapas |
Os requisitos obrigatórios para entrar na União Europeia
Para entrar em qualquer país da UE — além de Noruega e Suíça, que seguem as mesmas exigências — o cachorro precisa cumprir quatro requisitos sanitários básicos, e um quinto que vale só para alguns destinos. A ordem entre eles importa tanto quanto o cumprimento.
Microchip ISO 11784/11785
O microchip deve seguir o padrão ISO 11784 e ISO 11785, com comprovante datado, assinado e carimbado por um veterinário. A regra que mais derruba processos: o microchip precisa ser implantado antes ou no mesmo dia da vacina antirrábica que servirá de base para a sorologia. Se a vacina veio primeiro, ela não vale para esse fim e o ciclo recomeça. Tatuagem só é aceita se tiver sido feita até 3 de julho de 2011.
Vacina antirrábica
Animais com mais de 12 semanas devem receber a vacina contra a raiva. Filhotes mais novos, ou que ainda não completaram 21 dias desde a vacinação primária, dependem de autorização específica do órgão sanitário do país de destino. Revacinação aplicada fora do prazo de validade conta como primeira vacinação — ou seja, zera o cronograma.
Sorologia antirrábica (titulação de anticorpos)
A coleta de sangue precisa ser feita pelo menos 30 dias depois da vacinação, e o resultado deve mostrar nível de anticorpos neutralizantes igual ou superior a 0,5 UI/ml. A amostra só pode ser analisada em laboratório aprovado pela União Europeia. No Brasil, os laboratórios listados são o Núcleo de Pesquisas em Raiva da USP (São Paulo), a TECSA e a Arkano (Belo Horizonte) e o TECPAR (Curitiba). A lista é dinâmica: confira no site da Comissão Europeia antes de enviar a amostra.
Uma boa notícia pouco divulgada: a sorologia não precisa ser repetida se o animal for revacinado sempre dentro do prazo de validade da vacina anterior. Quem mantém a carteira em dia faz o exame uma vez na vida do cão.
Atestado de saúde e CVI
O atestado segue modelo próprio, disponibilizado no momento da solicitação, e antecede a emissão do CVI pelo Vigiagro.
Tratamento antiparasitário (só para alguns destinos)
O tratamento contra Echinococcus multilocularis é exigido apenas para cães com destino a Malta, Finlândia, Irlanda e Irlanda do Norte — e também à Noruega, que não integra a UE. Gatos estão dispensados. Deve ser aplicado por veterinário particular entre 24 e 120 horas antes da entrada (no modelo sem valor comercial), com registro do produto, laboratório, princípio ativo, data e hora no atestado de saúde.
Cronograma passo a passo (com prazos reais)
O caminho mínimo entre a primeira consulta e o embarque é de cerca de 120 dias. Como qualquer erro de ordem reinicia etapas, o recomendado é começar cinco meses antes.
| Quando | O que fazer |
|---|---|
| Dia 0 (≈150 dias antes) | Consulta veterinária. Implantação e leitura do microchip ISO. |
| Dia 0 ou depois | Vacina antirrábica (nunca antes do microchip). |
| A partir do dia 30 | Coleta de sangue para a sorologia, enviada a laboratório aprovado pela UE. |
| Dia 30 + 90 | Período de espera obrigatório até a emissão do CVI. Aqui você compra a passagem e reserva o lugar do pet. |
| Últimos 10 dias | Consulta para o atestado de saúde e solicitação do CVI pelo veterinário. |
| Até 10 dias antes da entrada na UE | CVI emitido pelo MAPA. Ele vale 10 dias até a apresentação no ponto de entrada. |
Como funciona a emissão do CVI
O CVI é o documento emitido por Auditor Fiscal Federal Agropecuário do Vigiagro que atesta que o animal cumpre as exigências do país de destino. Sem ele, não há embarque — e ele tem validade curta: 10 dias contados da emissão até a apresentação no ponto de entrada na União Europeia. Em transporte marítimo, o prazo é estendido em 10 dias adicionais.
Desde junho de 2026, o pedido é aberto pelo médico-veterinário. Ao laudo devem ser anexadas cópia autenticada do resultado da sorologia e cópia autenticada da identificação e do histórico de vacinação. Vale lembrar que o MAPA só emite o certificado se toda a documentação exigida pelo destino estiver completa — e que apenas requisitos informados oficialmente pelas autoridades do país de destino dão respaldo à emissão.
Voos com conexão: o detalhe que passa despercebido
Conexão muda a papelada, e quase ninguém avisa isso antes da compra da passagem. São três cenários:
- Conexão na UE com o animal despachado: é preciso um “CVI de trânsito”, atendendo a todos os requisitos da União Europeia, além do CVI do país de destino.
- Conexão na UE acompanhado pelo tutor, na cabine ou no porão, sem sair da zona primária alfandegada: o CVI de trânsito não é necessário.
- Escala em país fora da UE — Marrocos, Turquia, Estados Unidos e Reino Unido são os casos mais comuns em rotas baratas: verifique separadamente as exigências do país de trânsito, que pode pedir documentação própria mesmo sem desembarque. O Reino Unido, por exemplo, tem regras próprias desde o Brexit.
Sempre que o orçamento permitir, escolha voo direto. Além de reduzir o estresse do animal, elimina de uma vez essa camada de burocracia.
Cabine, porão ou carga: como o cachorro voa
O peso do animal somado ao da caixa define onde ele viaja. Na maioria das companhias, o limite para a cabine gira em torno de 8 kg no total — o que exclui a maior parte dos cães de porte médio e grande.
Na TAP, que opera a rota mais usada por brasileiros, as regras publicadas são:
| Modalidade | Limite | Observação |
|---|---|---|
| Cabine | Até 8 kg (animal + transportadora) | Dimensões máximas de 45 x 30 x 23 cm, acomodada sob o assento |
| Porão | Até 32 kg em voos com origem, destino ou escala em EUA, Hungria, França e Países Baixos; até 45 kg nos demais | Compartimento com temperatura e pressão controladas |
| Carga | Acima desses limites ou animal desacompanhado | Tratado pelo setor de cargas, com AWB |
Três cuidados práticos que fazem diferença: reserve o lugar do pet no momento da compra da passagem, porque o número de animais por voo é limitado; prefira voos diretos, já que escalas multiplicam o estresse e o risco operacional; e desconfie de qualquer recomendação de sedativo — a própria TAP desaconselha tranquilizantes, porque a queda de pressão em altitude pode ser fatal. Raças braquicefálicas, como buldogues, pugs e shih-tzus, enfrentam restrições adicionais no porão pela dificuldade respiratória.
Quanto custa levar um cachorro para a Europa
Não existe valor único: o custo varia com o porte do animal, a cidade de origem, a companhia aérea e o destino. O que dá para fazer é montar a lista completa de despesas para você orçar sem sustos.
| Item | Observação |
|---|---|
| Microchip e consultas veterinárias | Varia por clínica |
| Vacina antirrábica | Pode exigir reforço, a critério do veterinário |
| Sorologia antirrábica | Cobrada pelo laboratório aprovado, mais coleta e envio da amostra |
| Atestado de saúde e emissão do CVI | Honorários do veterinário |
| Caixa de transporte no padrão IATA | Obrigatória para o porão |
| Taxa da companhia aérea | O item mais caro; varia com cabine, porão ou carga |
| Controle veterinário na chegada | Cobrado no ponto de entrada. Em Portugal, levantamento da DECO Proteste indicava 42,25 € por animal e 84,50 € para dois ou mais — confirme o valor atual com a DGAV |
| Registro local, se for morar | Consulta veterinária e, para cães, licenciamento anual na junta de freguesia em Portugal |
Levantamentos de empresas especializadas em transporte de pets apontavam, em 2026, uma faixa de R$ 1.300 a R$ 2.500 apenas para a parte veterinária no Brasil, sem contar a passagem do animal. Trate isso como ordem de grandeza, não como orçamento.
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A chegada: ponto de entrada e controle veterinário
Animais vindos de fora da União Europeia devem entrar por um ponto de entrada de viajantes designado, onde é feito o controle documental e de identidade. O agente confere o microchip com leitor, o CVI e os anexos. É por isso que a leitura do chip precisa estar registrada: chip que não lê é chip que não existe para a fiscalização.
Em Portugal, a entrada de cães e gatos de fora da UE que não cumpram as condições sanitárias é proibida — na prática, o animal pode ser recusado, devolvido ou colocado em isolamento às custas do tutor. Não é um cenário comum, mas é sempre consequência de documentação incompleta.
Se você vai morar: o que fazer depois de chegar
Quem se muda tem obrigações adicionais no país de destino. Em Portugal, o destino mais procurado por brasileiros, a principal delas é o registro no SIAC (Sistema de Informação de Animais de Companhia): animais vindos de país terceiro devem ser registrados se permanecerem 120 dias ou mais em território nacional. O registro é feito por um médico-veterinário acreditado, em nome do titular que consta no certificado, e cães registrados passam a ter licenciamento anual na junta de freguesia.
Vale conhecer três detalhes que costumam pegar o brasileiro de surpresa:
- Microchip estrangeiro pode não ser lido. O próprio SIAC recomenda aplicar um segundo microchip, com os dois números registrados nas observações — é o que garante que o cão volte para casa se sumir.
- Raças consideradas potencialmente perigosas têm regime próprio. Em Portugal, a lista inclui Fila Brasileiro, Dogo Argentino, Pit bull terrier, Rottweiler, American Staffordshire terrier, Staffordshire bull terrier e Tosa inu. A entrada exige assinatura de termo de responsabilidade no ponto de entrada e, se a permanência passar de quatro meses, os animais devem ser esterilizados. O registro no SIAC, nesses casos, é feito pelo veterinário municipal, e a licença de detenção exige registro criminal do detentor, seguro de responsabilidade civil e formação específica.
- Peça o Passaporte de Animal de Companhia. Emitido por veterinário local, ele é o documento que permite circular livremente entre os países da UE depois que você já estiver morando lá — e evita repetir papelada a cada viagem dentro da Europa.
Se Portugal é o seu destino, vale ler também o nosso guia de custo de vida em Portugal em 2026: aluguel com animal costuma ser mais difícil e, em algumas cidades, mais caro.
Se é turismo: como voltar ao Brasil com o pet
O retorno precisa ser planejado antes da saída. Segundo o MAPA, quando o CVI é emitido no modelo oficial acordado para determinados países, ele dá direito ao regresso ao Brasil em até 60 dias, desde que a vacina antirrábica esteja válida. Passado esse prazo, será necessário obter um certificado sanitário emitido pela autoridade veterinária do país onde você está — o que significa encontrar um veterinário oficial na Europa, com prazos e custos locais.
Ou seja: para viagens curtas, o CVI de ida resolve os dois trechos. Para estadias mais longas a turismo, inclua no roteiro o tempo de emitir o documento de volta.
Se essa é a sua primeira viagem internacional com o cachorro, confira também a lista de documentos para viajar ao exterior e entenda como funciona a entrada na Europa em 2026 com o EES — as filas de controle mudaram, e você estará com um animal esperando junto.
Erros que fazem perder meses de planejamento
- Vacinar antes de microchipar. O erro mais caro de todos: a vacina não conta, e o ciclo inteiro recomeça.
- Coletar o sangue antes de 30 dias da vacina. O exame é invalidado.
- Comprar passagem contando 30 dias de espera. A regra voltou a ser 90 dias em 2026 — muito conteúdo na internet ainda está desatualizado.
- Enviar a amostra para laboratório não aprovado pela UE. Resultado sem valor para o certificado.
- Deixar o CVI para a última hora. Ele vale só 10 dias, mas depende de agenda do serviço veterinário oficial.
- Ignorar a regra dos 5 dias. Mandar o cachorro antes ou depois da sua viagem transforma tudo em transporte comercial, com carga aérea obrigatória.
- Deixar revacinação vencer. Vacina fora do prazo é tratada como primeira dose, e a sorologia anterior perde o efeito.
E o seu seguro viagem?
Vale um alerta que quase ninguém faz: seguro viagem cobre você, não o seu cachorro. As apólices comuns não cobrem tratamento veterinário do animal — o que elas podem cobrir, em algumas coberturas específicas, são consequências para o tutor, como interrupção de viagem. Para o pet, o caminho é um seguro pet ou a assistência oferecida pela transportadora.
Isso não diminui a importância do seu seguro: quem entra no Espaço Schengen precisa comprovar cobertura médica mínima de 30 mil euros, e uma mudança internacional é exatamente o tipo de viagem em que imprevisto sai caro. Se você ainda não escolheu, vale entender as coberturas no nosso guia completo de seguro viagem e comparar preços antes de fechar.
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Perguntas frequentes
Quanto tempo antes preciso começar a preparar meu cachorro para a Europa?
No mínimo 120 dias, e o ideal é 150. São 30 dias entre a vacina antirrábica e a coleta da sorologia, mais 90 dias entre a coleta e a emissão do CVI, além do tempo das consultas e da papelada final.
Meu cachorro precisa de quarentena para entrar na Europa?
Não. Cumpridos microchip, vacina antirrábica, sorologia em laboratório aprovado e CVI válido, não há quarentena na União Europeia. A “espera” acontece toda no Brasil, antes do embarque.
Preciso refazer a sorologia antirrábica a cada viagem?
Não, desde que o animal seja revacinado sempre dentro do prazo de validade da vacina anterior. Se a revacinação atrasar, ela conta como primeira vacinação e todo o processo recomeça.
As regras são as mesmas para gatos?
Sim. Microchip, vacina antirrábica, sorologia em laboratório aprovado e CVI valem igualmente para cães e gatos. A única diferença é o tratamento contra Echinococcus multilocularis, exigido só para cães com destino a Malta, Finlândia, Irlanda, Irlanda do Norte e Noruega.
Posso mandar meu cachorro sozinho e viajar depois?
Pode, mas muda tudo. Se o animal viajar desacompanhado, ou fora da janela de 5 dias em relação à sua viagem, ele precisa de CVI com valor comercial, viajar como carga aérea com AWB e passar por controle adicional na chegada.
Preciso registrar meu cachorro em Portugal se for morar lá?
Sim. Animais vindos de país terceiro devem ser registrados no SIAC quando permanecerem 120 dias ou mais em Portugal, por um veterinário acreditado. Cães ainda têm licenciamento anual na junta de freguesia da área de residência.
Quais raças têm restrição em Portugal?
Fila Brasileiro, Dogo Argentino, Pit bull terrier, Rottweiler, American Staffordshire terrier, Staffordshire bull terrier e Tosa inu são considerados potencialmente perigosos. A entrada exige termo de responsabilidade e, acima de quatro meses de permanência, esterilização.
Cachorro grande pode ir na cabine?
Em geral, não. O limite comum é de 8 kg somando animal e transportadora — na TAP, com caixa de até 45 x 30 x 23 cm. Acima disso, o transporte é no porão ou como carga.
Fontes oficiais consultadas
- MAPA — Animais de estimação: sair do Brasil (requisitos para a União Europeia, atualização de maio de 2026)
- DGAV — Registo no SIAC
- Comissão Europeia — laboratórios aprovados para sorologia antirrábica
- TAP Air Portugal — transporte de animais de estimação
Aviso: regras sanitárias, prazos e taxas mudam com frequência e podem variar conforme o país de destino e a companhia aérea. As informações acima foram apuradas em fontes oficiais na data de publicação e não substituem a orientação de um médico-veterinário nem a confirmação junto ao Vigiagro e às autoridades do país de destino.
Última atualização: agosto de 2026. Por Rumo Global. Contato: contato@rumoglobal.com.br